segunda-feira, abril 25, 2011

No gerúndio.


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Eu estando andando vendo buscando caminhando virando caminhando tentando inovando... fracassando retornando olhando repetindo diferenciando anotando registrando frustrando sufocando silenciando... virando vendo, olhando indo...
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[renato ribeiro]

sexta-feira, março 11, 2011

Mais um cigarro e outra xícara de café!

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Ela levantou-se da cama e caminhou até a cozinha para preparar um café. Cigarro em uma das mãos, a xícara cheia noutra. A casa estava vestida de poeira. Há dias que não se abriam as janelas. Os jornais se acumulavam sem sequer serem lidos. Nada acontecia naquela casa.

As rachaduras no teto de seu quarto permaneciam iguais, a unidade também. Tudo por ali estava sonolento. Sentada à mesa, após ter acendido mais um cigarro e lhe servido outra xícara de café, ela revisava cuidadosamente os seus não acontecimentos, seus sonhos desfeitos, seu peito vazio. Tudo o que um dia ela sonhou se desfez no ar.

A angústia que tomava conta de si vinha amarga assim como seu café. Ela sabia que voltar a preencher-se dos mesmos sonhos seria como pegar fumaça com as mãos.

Inútil!

Era necessário, então, abrir as janelas e varrer a cara. Deixar novamente o brilho tomar conta do espaço e principalmente de si mesma.

As coisas tinham que ser diferentes.

Tinham...

Ao fim de seu cigarro e com a xícara vazia sobre a mesa, um pouco mais consciente de si e do nada ao seu redor, ela murmurou:

- Quero respirar, apenas respirar...

Dito isso, acendeu mais uma cigarro e lhe serviu outra xícara de café.


[renato ribeiro]

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Que o teto desabe!

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A casa estava morta.

O escuro e o silêncio da noite tomavam conta de tudo. Da sala, do quarto, de sua mente. Uma aspirina, um copo d’água e sua cabeça despencara no travesseiro como se pesasse uma tonelada. Isso porque os pensamentos estavam adormecendo.

Ele não voltaria mais, e se voltasse nada seria como antes.

Ela queria, por uma noite a mais, sentir o peso do corpo dele sobre o seu. Ver ao seu lado o lençol desenhando as curvas de seu corpo.

Ela queria...

O tempo escorria vagarosamente e, sem muito que fazer, ela revisava em sua mente a imagem das rachaduras no teto de seu quarto escuro. Por enquanto nada demais, mas era sabido que aumentariam, que as manchas escureceriam mais.

A umidade se espalhava.

Ela cultivava a certeza de que o teto, uma hora ou outra, não aguentaria e cairia sobre sua cabeça e por isso tamanha admiração. Sem o teto teria não mais rachaduras e manchas, mas o céu vestido de estrelas.

Ela apenas queria...

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[renato ribeiro]

segunda-feira, novembro 22, 2010

Sem imagem, apenas rotina!

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A mão já não escorre pelo papel como antes. As imagens acabaram. O coração murchou. Dentro de mim um deserto. Quase final. Notícias de jornais já não preenchem mais nada. Quero algo passional. Café forte. Olhos arregalados. Sempre. A noite mal dormida interfere na tarde chuvosa. Caio Fernando também está vazio, hoje. Suas palavras que antes preenchiam os pulmões como ar, agora sugam. Esvazia. Talvez seja a rotina das palavras. Sempre as mesmas. Não as do Caio Fernando, as minhas. Ou sensação de falta de sei lá o quê, sei lá aonde. Fragmentos... Fragmentos... Fragmentos... Busco algo que chegue a sufocar de tanto ar. Inteiro. Algo que não seja apenas aqueles dois, ou um visconde qualquer pela metade. Hoje não li o jornal. Amanhã, talvez, também não. Quando não se se reconhece por dentro, o que vem de fora parece amargo demais. Café com açúcar, sempre! E forte. Mesmo que ardam os olhos. Assim, quem sabe, muda-se a rotina das palavras. Que são poucas. Enfim... apenas rotina. Ponto final.

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[renato ribeiro]

sexta-feira, outubro 15, 2010

Um para dois.

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one: number 31 (1950) - Jackson Pollock


(Duas pessoas de frente para o quadro de Pollock)

1 - Não consigo enxergar bem. A imagem está embaçada.

2 - Talvez os olhos estejam cansados.

1 - Talvez. Da última vez não prestei muita atenção no que me mostrava. Simplesmente estava...

2- Eu percebi.

1 - ‘Me desculpa’.

2 - Não se preocupe, estou acostumado a ver as coisas pelos meus olhos... apenas. Uma hora voltaria a acontecer.

1 – É... está acontecendo e os minutos estão contados.


(Pausa. Os dois voltam-se novamente para o quadro)

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1 - Talvez seja o cansaço.

2 - Cansaço?

1 - Dos meus olhos... Os meu estão embaçados.

2 - É... Você já disse!

1 - Ou talvez seja o tempo. Passa tão rápido que que não consigo ver.

2 - Falta enxergar.

1 - Talvez.

(Pausa)

2 - Tente prestar mais atenção desta vez, não quero ficar exausto. Olhar por dois cansa mais.
1 - Vou tentar. Estou tentando.
2 - Ver e enxergar?
1 - Os dois.
2 - É... os dois. Esse momento é para dois.
1 - Talvez por isso os minutos contados.
2 - Talvez.
1 - É... (pausa) Melhor comprarmos comida. Com a boca cheia os olhos descansam.

(Pausa rápida)

2 - (Com os olhos fixos no quadro) É... talvez...

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sábado, maio 01, 2010

"Libertas quae sera tamem"!

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Praça cheia. Estruturas metálicas. Tapetes de serragem. O circo foi montado! No dia em que deveria haver liberdade, tem-se o cerceamento da geral. “Posso passar pela praça Tiradentes, moço?”, pergunto ingenuamente. O outro indivíduo ‘afetivamente’ responde: “Tem crachá de identificação?” (...) urgh! Mal sabia que eu era o palhaço daquele picadeiro! Se bobear era preciso digital exposta em tela de plasma para atravessar a rua. No ponto mais alto do picadeiro pessoas de grande importância. Trapezistas, malabaristas, ilusionistas... e por aí vai a banda! Tão importante que seus nomes me fogem da cachola. A importância ocupa muito mais espaço na cabeça e como minha cabeça anda cheia demais, fica sendo aquela lá mesmo. É, esse aí mesmo. Os Barões! Tudo ali respira pura formalidade...

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(Fade in)

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- Essa bandeira é de que partido?

- Oi?!

- Essa bandeira... é de que partido?

- Um segundo. (olha para a bandeira) acho que é do...

- Ah, sim...

- Na verdade só estou aqui pelo dinheiro.

- Verdade?!

- Pagam R$30 para balançar a bandeira.

- Ah... se soubesse antes!

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(Fade out)

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... hinos, apresentações, exaltação a liberdade, (Des)valores de Minas, discursos e tiros, tiros, tiros! Um verdadeiro pagode matinal! O Tiradentes lá, de frente, ouvindo tudo quanto é palavra cuspida, babada, escarrada. Nessa hora, se fosse possível, ele se enfocaria novamente, mas desta vez por livre e espontânea vontade. E para finalizar este freakshow, a honra máxima do estado. Medalha da inconfidência jogada aos baldes! “Hei, você aí, quer ganhar a Comenda?” – perguntam. O outro responde: “Encomenda de quê?” Out! E dali discursos e mais discursos. “Sabia que a mãe do sabiá sabia que sabiá sabia assobiar”, “Três pratos de trigo para três tigres tristes”, “Um limão, dois limões, meio limão”. Por fim... "Libertas quae sera tamem". Fim do circo, esvaziamento do local, limpeza... Na cachola fica a impressão de que nada aconteceu, tal qual esta postagem...

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[renato ribeiro]

sábado, abril 10, 2010

Entre linhas!

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I
O mar calmo, sem ondas, sem quebras. O sal continua a arder os olhos, mas a boca já se acostumou com o gosto. A transparência da água permite ver os pés afundarem suavemente na areia. Imagem distorcida assim como os pensamentos. Ambos afundam! Enquanto os olhos vermelhos vagam pelo horizonte, os pés, cada vez mais, são engolidos. É fim de tarde. Ao longe, o resfriar do sol na água morna – sem ondas; os pensamentos também. Mornos!
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II
Aqui, só os corredores com luzes apagadas
E o silêncio em caixas mofadas.
Faltam ventos e novos lugares!
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[renato ribeiro]

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Chuva!

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“Desde o fim do ano passado, a chuva causou 11 mortes em Minas, segundo balanço do órgão. O total de pessoas desalojadas chega a 9.252. Por sua vez, o de desabrigados soma 1.141 crianças e adultos. A estatística ainda aponta 156 imóveis destruídos e outros 443 mil danificados.”
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Estado de Minas, 22 de janeiro de 2010.
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A chuva cada vez mais forte. Eletrodomésticos desligados por medo de curto. Casa quase escura, silenciosa. A menina na sala vendo a chuva escorrer pela janela, a mãe recostada no sofá. Ninguém havia chegado, a chuva não permitia. O bolo encontrava-se à mesa, docinhos em volta e os copos na bandeja. Guaraná Antártica, quente! As velas ao lado do bolo. Oito. “A chuva deve ter atrasado os convidados”, murmurou a menina ainda com os olhos fixos na janela. Ansiosamente, ela esperava que chegassem. O coração já não cabia mais em seu peito e a chuva cada vez mais forte. A mãe espiava os olhos brilhantes da menina, olhos cada vez maiores. “Com essa chuva ninguém vem.”, afirmou a mãe para a filha angustiada. Ouviu-se mais um estrondo e um grito abafado pela barra do vestido. A luz apagara, estavam as duas no escuro. “Ainda bem que os eletrodomésticos estão desligados”, disse a mãe enquanto percorria a casa a procura de velas. Oito da noite. Ninguém mais viria. O choro fino da menina se ouvia como um suave zumbido. “Amanhã o sol aparecerá e os outros também”, disse a mãe já sem jeito pela insatisfação da filha. Sobre a mesa, ponto a ponto, as velas clareavam a sala. Oito! As velas - agora postas no bolo - haviam sido acesas, colorindo a sala escura. Aos poucos a menina aproximou-se da mesa, encarando, com seus grandes olhos encharcados, o balançar das chamas. “Faça um pedido.”, disse gentilmente a mãe. A menina então fechou os olhos fortemente, encheu os pulmões de ar e assoprou... Todas, exceto uma, apagaram. Talvez por desejar a sala com cores. A chuva continuava cada vez mais forte. Relâmpagos! “Talvez amanhã eles apareçam.”, disse a menina com uma voz fina, impedindo que a mãe partisse o bolo. Trovoada! O estrondo foi tão grande que a menina saltou para o colo da mãe. Oito anos! Carinhosamente, a mãe a levou para o seu quarto, a deitou na cama e deitou-se ao lado dela. Abraçadas, a menina pôde sentir o calor e a respiração da mãe e a mãe o acalmar da respiração da filha, até que ambas adormeceram...
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[renato ribeiro]

domingo, dezembro 20, 2009

Flashback

Já havia postado este texto antes e por alguns secretos motivos acabei deletando. Mas com o girar das coisas, aí está ele novamente, como mais um flashback...
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(ano da França no Brasil)
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Acordei assustado pelo barulho estridente do despertador, engoli o café da manhã e sai para trabalhar. Sempre! Após o sinal de ida, fui. Sem pestanejar. Cansa. Cansei. Já estou cansado. No ponto de ônibus, enquanto esperava o circular, crianças a caminho da escola circulavam livremente. Enjôo – é assim todas as manhãs. Do outro lado da rua ouço uma buzina. “Quer carona?”, um grita. Na hora não enxerguei bem quem era, mas numa situação dessas quase nada se dispensa, principalmente se o sono ainda pesa sobre as pálpebras. “Quer carona?”, repetiu. “Ufa, hoje escapo de mais um atraso.”, pensei. Cartão de ponto pontual. Pontuado! Entrei no carro - o homem ao volante: um (des) conhecido do trabalho - e sentei-me no banco de trás. “Bom dia!” “Bom dia!” “Bom dia!”, dissemos todos. O rádio estava ligado. Música dos anos 80 com o carro a 70. “A semana começou assustadora!”, puxei assunto e... Silêncio, exceto pelo flashback matinal. No banco da frente mais um pontuado. Cartão! Mudo também. Desse me lembro de ter trocado algumas palavras pelos corredores do trabalho. Onde trabalhamos ninguém conhece ninguém. Especulam-se uns sobre os outros. Ou pelo menos eu não conheço ninguém, ou eu especulo sobre os outros. Enjôo – é assim todas as manhãs. Pelo retrovisor do carro avistava o rosto do homem ao volante. Carlos, Cássio, Ca... Tentava sem sucesso lembrar-me do nome dele. Ele: poucas palavras, semblante sério, barba cerrada, alguns fios de cabelos brancos. Talvez uns 36 a 38 anos. Trabalhamos no mesmo local há meses e apenas hoje reparei em seu rosto. Enquanto os meus olhos saltavam contra o retrovisor, os olhos dele concentravam-se na direção. “E como ele é bonito!”, pensava enquanto observava o formato do nariz e dos olhos e da boca. E no rádio: Lionel Richie. “Bonito e Cafona!”, completei o pensamento. Por alguns segundos, os olhos dele encararam os meus pelo reflexo do espelho. Olhares perdidos. “É provável que o Sarkozy venha”, desconcertado comentei com os olhos ainda fixos no retrovisor. “Quem?”, respondeu o desconhecido sentado à frente que até então se mantinha distraidamente calado. “Sarkozy”, repeti. O homem ao volante, que até o momento não conseguia lembrar do nome, respondeu me encarando diretamente através retrovisor: “Nesse horário só toca flashback.” No mesmo instante desviei o olhar, calei-me e, enjoado, engoli a seco. Foi melhor ter aproveitado o restante da carona calado mesmo.
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[renato ribeiro]

quinta-feira, novembro 12, 2009

"A nova loira do tchan... deixa ela entrar"

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Os tempos estão mudando – imagina! –, pelo menos é o que dizem. Até a nova loira do ‘tchan’, ressurgida das cinzas, desta vez foi condenada. Dizem que por pouco não houve apedrejamento em campus desfolhado. A loirinha de mini-saia foi acusada como uma madalena sem qualquer arrependimento. Afinal, arrepender-se de quê? Antes a palavra de ordem era boca da garrafa e rala coxa, shorts de laicra e top. Luz na passarela quando ela vinha, e foco maior de luz quando esta mesma voltava sacudindo o pandeirão. O perfil ideal era claro: “60 de cintura (que gostosura!), 105 bundinha (que bonitinha!), 1,70 de altura (ninguém segura!), mas que loirinha danadinha...” Agora, com o andar das novas modas, ou molduras, ao invés de abrir a roda e ‘deixar ela’ entrar, barra-se com requintes - quase ditatoriais - o ícone que nos mesmo elegemos desde os anos 90 e que ainda não perdeu seu posto de majestade (pelo menos para alguns). E como num jogo de quem mostra mais, cada qual mostra o que tem de melhor, que na verdade é o mesmo do que se tem de pior. Uns mostram as pernas, outros a pura-sincera-imaculada-benevolente – tudo junto mesmo – indignação por aquele par de pernas à mostra. Inveja? Não sei. Pudor? Só se for para me fazer rir. Aff... Mas como disseram, “os tempos estão mudando” e com isso, dali cartões vermelhos para a dana que parou um bloco inteiro. Mas sinceramente, fazer o quê? Sei que com ela nada. Adequada ela estava às molduras criadas de sensualidade gritante. Menos é mais! Talvez nós é que tenhamos nos esquecido disso e por isso devemos ser punidos. Sem Dó, nem Ré. Tão pouco piedade. Essa falsa madalena – tão falsa quanto todos nós, que se funde com a nova loira fênix do tchan, deveria era aproveitar os 15 min de fama e virar a nova capa do mês de dezembro da Playboy. Se as outras podem, por que ela não? Afinal, quem nunca teve uma mini-saia, que atire a primeira plataforma... oops pedra! Ah dá no mesmo...
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[renato ribeiro]